segunda-feira, 18 de novembro de 2013

De Yoga à Religião



Estava eu em casa sem nada o que fazer. De repente fui numa estante velha aqui em casa repleta de livros antigos que meus pais insistiam em comprar e não lerem. Daí a fuçar num aqui e noutro ali, avistei um de Yoga, acredita? Pela curiosidade e vontade de relaxar o peguei e comecei a ler para aprender Yoga, claro, sem precisar pagar aulas carérrimas.
            Logo no começo da leitura senti fracasso total. Não falava nada de posição ou coisa parecida. A Autora Sandra Garcia começa o livro – uns seis capítulos – a falar o quanto que a Hatha-Yoga tinha mudado sua concepção de vida e blá blá blá. Fui achando uma merda o livro... Até, quando me deparei com ela a explicar sobre o que era a Religião para os homens comuns. Pronto, me encantei e não parei mais de ler. Varei a madrugada enlouquecido pela Sandra Garcia. Ela é de uma leveza e calma para explicar as coisas que encanta qualquer pessoa.
            Quando começou a falar da religião no saber de homens comuns lembrei-me de vários canalhas da religião: Silas Malafaia, RR Soares, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e outros. O livro se chama Curso Básico de Yoga, escrito em meados dos anos 70 e já nos alertava sobre a hipocrisia dos lideres religiosos e a diferença do que eles pregam com o que Jesus pregava. Então deixarei aqui este trecho, leiam:

            - A religião? Para os homens comuns, é apenas uma espécie de máscara. Usam-na para encobrir suas faltas. Para servi-lhes de cobertura diante de suspeitos procedimentos. Para disfarçar um caráter inseguro e desleal. Diante de tanta leviandade prostituíram a verdadeira, deixada por Jesus! Criaram uma e rotularam-na como única. Mediante elevada soma, construíram suntuoso templo. Na parte central e, rodeada por luxuosa decoração, uma escultura. De olhar frio, atitude hostil envolta por riquíssimo manto. Um deus altivo, misterioso, conveniente, pretencioso, calculista e mentiroso! Um deus chantagista que foi idealizado pelo escultor incompetente. Tendo como modelo, sua ganância descontrolada, influenciada pelos bens materiais. Distorcendo assim, friamente, a mais bela imagem! Bem, não vamos nos estender, comentando tal religião, criada por tão estreita imaginação que contribui apenas, para afastar, separar e rivalizar os homens. A que nos deixou o Mestre, capacitou-nos a distinguir a verdadeira. Sua missão foi sublime, um verdadeiro apostolado, prestando sua assistência moral, espiritual, ensinando-nos coisas inteiramente novas. (...)
            - Passou por nós, este Mestre dos Mestres, deixando-nos estes preciosos ensinamentos e ainda teve o cuidado de não os mencionar; não os nomear; nem os especificar como “Religião”; simplesmente adiantou-nos:
            - Toda a humanidade é uma família composta de irmãos! Estes são filhos de Meu Pai. Cada um, um ser humano; todo ser humano, uma mente; cada mente, uma consciência; em cada consciência existe um altar; neste altar, um Deus; neste Deus, você; em você, este Deus!!!


Que lindo...

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