Estava eu em casa sem nada o que fazer. De repente
fui numa estante velha aqui em casa repleta de livros antigos que meus pais
insistiam em comprar e não lerem. Daí a fuçar num aqui e noutro ali, avistei um de
Yoga, acredita? Pela curiosidade e vontade de relaxar o peguei e comecei a ler
para aprender Yoga, claro, sem precisar pagar aulas carérrimas.
Logo
no começo da leitura senti fracasso total. Não falava nada de posição ou coisa
parecida. A Autora Sandra Garcia começa o livro – uns seis capítulos – a falar
o quanto que a Hatha-Yoga tinha mudado sua concepção de vida e blá blá blá. Fui
achando uma merda o livro... Até, quando me deparei com ela a explicar sobre o
que era a Religião para os homens comuns. Pronto, me encantei e não parei mais
de ler. Varei a madrugada enlouquecido pela Sandra Garcia. Ela é de uma leveza
e calma para explicar as coisas que encanta qualquer pessoa.
Quando
começou a falar da religião no saber de homens comuns lembrei-me de vários
canalhas da religião: Silas Malafaia, RR Soares, Valdemiro Santiago, Edir
Macedo e outros. O livro se chama Curso Básico de Yoga, escrito em meados dos
anos 70 e já nos alertava sobre a hipocrisia dos lideres religiosos e a
diferença do que eles pregam com o que Jesus pregava. Então deixarei aqui este
trecho, leiam:
- A religião? Para os homens comuns, é apenas
uma espécie de máscara. Usam-na para encobrir suas faltas. Para servi-lhes de
cobertura diante de suspeitos procedimentos. Para disfarçar um caráter inseguro
e desleal. Diante de tanta leviandade prostituíram a verdadeira, deixada por Jesus!
Criaram uma e rotularam-na como única. Mediante elevada soma, construíram suntuoso
templo. Na parte central e, rodeada por luxuosa decoração, uma escultura. De olhar
frio, atitude hostil envolta por riquíssimo manto. Um deus altivo, misterioso,
conveniente, pretencioso, calculista e mentiroso! Um deus chantagista que foi
idealizado pelo escultor incompetente. Tendo como modelo, sua ganância
descontrolada, influenciada pelos bens materiais. Distorcendo assim, friamente,
a mais bela imagem! Bem, não vamos nos estender, comentando tal religião,
criada por tão estreita imaginação que contribui apenas, para afastar, separar
e rivalizar os homens. A que nos deixou o Mestre, capacitou-nos a distinguir a verdadeira.
Sua missão foi sublime, um verdadeiro apostolado, prestando sua assistência
moral, espiritual, ensinando-nos coisas inteiramente novas. (...)
- Passou por nós, este Mestre dos
Mestres, deixando-nos estes preciosos ensinamentos e ainda teve o cuidado de
não os mencionar; não os nomear; nem os especificar como “Religião”;
simplesmente adiantou-nos:
- Toda a humanidade é uma família
composta de irmãos! Estes são filhos de Meu Pai. Cada um, um ser humano; todo
ser humano, uma mente; cada mente, uma consciência; em cada consciência existe
um altar; neste altar, um Deus; neste Deus, você; em você, este Deus!!!
Que lindo...
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