quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Contos

          De frente ao Super-Mercado

  - Ei moço! Me compra um tapete.
          Abre a porta do carro, olha para trás e responde.
  - Agora não. Obrigado.
          Entra no carro. Chave na ignição.
  - Me dá uma moeda?
          Procura, procura. 25 centavos. Antes de entregar interroga.
  - Cadê seus pais?
  - Tá ali atrás. Tô com minha tia.
  - Ali a onde?
  - Lá atrás vendendo tapete.
  - Cadê seu pai?
  - Meu Pai já morreu! (Falou com leveza de criança, assustando o moço.)
  - E sua Mãe? (Esperou o pior.)
  - Tá em casa, trabalhando.
          Liga o carro e engata a ré!
  - Obrigado moço!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

De Yoga à Religião



Estava eu em casa sem nada o que fazer. De repente fui numa estante velha aqui em casa repleta de livros antigos que meus pais insistiam em comprar e não lerem. Daí a fuçar num aqui e noutro ali, avistei um de Yoga, acredita? Pela curiosidade e vontade de relaxar o peguei e comecei a ler para aprender Yoga, claro, sem precisar pagar aulas carérrimas.
            Logo no começo da leitura senti fracasso total. Não falava nada de posição ou coisa parecida. A Autora Sandra Garcia começa o livro – uns seis capítulos – a falar o quanto que a Hatha-Yoga tinha mudado sua concepção de vida e blá blá blá. Fui achando uma merda o livro... Até, quando me deparei com ela a explicar sobre o que era a Religião para os homens comuns. Pronto, me encantei e não parei mais de ler. Varei a madrugada enlouquecido pela Sandra Garcia. Ela é de uma leveza e calma para explicar as coisas que encanta qualquer pessoa.
            Quando começou a falar da religião no saber de homens comuns lembrei-me de vários canalhas da religião: Silas Malafaia, RR Soares, Valdemiro Santiago, Edir Macedo e outros. O livro se chama Curso Básico de Yoga, escrito em meados dos anos 70 e já nos alertava sobre a hipocrisia dos lideres religiosos e a diferença do que eles pregam com o que Jesus pregava. Então deixarei aqui este trecho, leiam:

            - A religião? Para os homens comuns, é apenas uma espécie de máscara. Usam-na para encobrir suas faltas. Para servi-lhes de cobertura diante de suspeitos procedimentos. Para disfarçar um caráter inseguro e desleal. Diante de tanta leviandade prostituíram a verdadeira, deixada por Jesus! Criaram uma e rotularam-na como única. Mediante elevada soma, construíram suntuoso templo. Na parte central e, rodeada por luxuosa decoração, uma escultura. De olhar frio, atitude hostil envolta por riquíssimo manto. Um deus altivo, misterioso, conveniente, pretencioso, calculista e mentiroso! Um deus chantagista que foi idealizado pelo escultor incompetente. Tendo como modelo, sua ganância descontrolada, influenciada pelos bens materiais. Distorcendo assim, friamente, a mais bela imagem! Bem, não vamos nos estender, comentando tal religião, criada por tão estreita imaginação que contribui apenas, para afastar, separar e rivalizar os homens. A que nos deixou o Mestre, capacitou-nos a distinguir a verdadeira. Sua missão foi sublime, um verdadeiro apostolado, prestando sua assistência moral, espiritual, ensinando-nos coisas inteiramente novas. (...)
            - Passou por nós, este Mestre dos Mestres, deixando-nos estes preciosos ensinamentos e ainda teve o cuidado de não os mencionar; não os nomear; nem os especificar como “Religião”; simplesmente adiantou-nos:
            - Toda a humanidade é uma família composta de irmãos! Estes são filhos de Meu Pai. Cada um, um ser humano; todo ser humano, uma mente; cada mente, uma consciência; em cada consciência existe um altar; neste altar, um Deus; neste Deus, você; em você, este Deus!!!


Que lindo...

sábado, 16 de novembro de 2013

Mundo In Facebook

      Aqui estou depois de 3 dias pós exclusão da conta do Facebook. Cansei de ficar descendo e subindo os posts mais idiotas da minha timeline. O Facebook é uma grande arma pra quem tem peito e foco para usá-la, como não possuo nada disso: a exclui!
       
     O pior disso é que tenho tempo para ficar postando no meu antigo e esquecido Blog. Como agora estou cursando Direito (Na FACTO) talvez aqui será palco de alguns textos sobre e de Direito. Se vocês lerem, com olhos atentos à Sherlock Holmes, perceberão o tanto que escrevia e escrevo mal. Por isso tenho um Blog! :)    

     O fato de escrever mal não vem da deficiência de leitura e sim da preguiça de escrever, apesar de eu gostar muito disso. Não esperem muito daqui. Quem sabe em 10 anos quando eu me tornar um eminente causídico já estarei a escrever melhor! Deus existe para isso! :)

     Então para você que também escreve mal e terá curiosidade da minha evolução eu postarei 2 vezes por semana, isso só pelo simples motivo de eu, ainda, não ser de ferro. E como simples ser humano, me canso! No decorrer dessa árdua caminhada irei, e tentarei, renovar. Todo e qualquer tipo de leitura que eu me interessar darei como bônus, minha opinião sobre, e isso não está dentro dos 2 post por semana.

    No mais, estou indo embora! Grato!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Copa do Mundo



Os brasileiros às vezes não entendem certas situações. O nosso queridíssimo Nelson Rodrigues falava sobre a síndrome do vira-lata que é normal do brasileiro, aquele negocio de achar que não somos muito bons nisso que coisa de qualidade vem de fora e coisa e tal! 
Parece que essa síndrome voltou, porque agora o Brasil sendo sede da copa de 2014 fica fácil vermos um monte de brasileiros a informar dados surpreendentes como: “não temos taxistas que saibam falar o inglês e nem outro idioma; nossos sistemas universais (como o novo padrão de plugs e tomadas) são totalmente diferentes dos demais países.” Tem algo de errado ai. Se o Brasil vai sediar a copa, não seria agora o momento de o mundo entrar em contato com a nossa cultura? Agora não seria a hora de eles aproximarem mais e conhecerem mais o verdadeiro Brasil, não aquele que é só Samba e Rio de Janeiro e sim a mestiçagem cultural que tem esse país? É claro que seria!
Que eles aprendam nossa língua, assim como temos de fazer quando vamos a outros países. Que eles se acostumem com o nosso modo de vida. Vamos deixar de acreditar que somos o país sem cultura e começar a dar valor na nossa historia que é tão rica e única. Vamos mostrar que somos o país mais receptivo no planeta porque desde sempre essa terra recebeu gente de fora de diversos países e culturas. Nosso Brasil não é rico apenas em recursos naturais, também em culturais.Somos o país com a cultura mais instigante do planeta porque aqui se misturaram várias etnias, vários povos. Nossa cultura é a mistura de todas as outras. É preciso reconhecer o nosso valor, enquanto falamos mal da nossa cultura, tem gringos lá fora a admirando.  

sábado, 23 de junho de 2012

Carpe diem

 “Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água da sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve. Inchado e feliz.
Por outro lado, outro sapo que seja colocado nesse recipiente com a água a ferver, salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!
Às vezes, somos sapos fervidos. Não percebemos as mudanças. Achamos que está tudo muito bom, ou que o que está mal vai passar - é só questão de tempo.
Estamos prestes a morrer, mas ficamos boiando, estáveis e apáticos, na água que se aquece a cada minuto. Acabamos morrendo, inchados e felizes (felizes?), sem termos percebido as mudanças à nossa volta".



 Carpe diem

"Conheço algo mais destrutivo que a bomba nuclear, conheço algo pior que as ideias dos ditadores mais temidos, enfim, conheço o 'carpe diem''.

            “Carpe diem” foi uma frase tirada do poema de Horácio que traduzida tem o significado de “colha o dia”, também sendo utilizado como “aproveite o momento e não gaste tempo com coisas inúteis”.
              No decorrer do tempo ele foi perdendo sua semântica e se transformado em algo bem banal, resumido em apenas aproveitar o dia e não se importar com amanha. Como é possível eu aproveitar o hoje e não ter preocupação nenhuma com o futuro? E meus filhos? Minha reputação? Como ficam?
             É preciso resgatar a semântica dessa frase e rápido, jovens usam-na com muita irresponsabilidade, alimentados por uma diversão à base de drogas – bebida alcoólica e cigarro também são drogas e o pior é que são lícitas.
             O mundo fora aceitando esse tipo de comportamento que a meu ver é prematuro, não que se tenha idade certa para usufruir de certas drogas, mas só que quando aceitamos que crianças de 12 a 15 anos bebam e fumam estamos dando às costas ao futuro.
            Há meninos e meninas que não possuem proximidade alguma com os livros, mas sabem de cor os nomes de várias marcas de bebidas e letras de musicas das mais imorais que se possa ter que servem de trilha sonora para o apequenamento de suas vidas. Vão à escola e o assunto da hora foi quem fulano ficou ontem na festa e quem bebeu mais. A onde um país com jovens assim consegue chegar? A onde um país com pais que aceitam que seus filhos deem mais importância às festas que a escola, que aos estudos, que ao crescimento intelectual, poderá chegar? Faço retóricas essas perguntas com a esperança que todos a respondam: na miséria! Se você achar que estar tudo bem, que a vida é assim mesmo se lembre do sapo que por achar que tudo estava bem, morreu num lugar onde sapo nenhum ficaria!


ABORTO A BORDO


                                       ABORTO A BORDO

                 Aborto! As publicações via Facebook me deixam alerta sobre o aborto! Vejo, praticamente, todos contra o aborto, com a ideia de que a vida deve ser preservada e blá blá blá... esse tipo de conversa emocional que os leigos adoram ter, já que é raro terem um conhecimento racional cientifico sobre qualquer assunto! Eu não gostaria de me posicionar sobre um assunto desses, ate porque esse é muito particular e delicado para as pessoas que realmente passam por tal sofrimento!
                É muito fácil eu ou você dizer que é a favor ou contra o aborto e nunca ter vivido algo semelhante. Ninguém faz um aborto sorrindo, ou dizendo, “como eu amo transar, engravidar e abortar”. Por quê? Porque o aborto também é, e muito, prejudicial à mulher, porque ela corre risco de morrer, assim como há mulheres que morrem no parto, há mulheres que morrem quando abortam! Então não podem existir leis que se posicione quanto a isso, o que deve acontecer é o melhoramento na saúde e na educação, para que possíveis casos como esses não venham mais acontecer. Por que esse assunto é tão falado na política como uma preocupação em primeiro plano? Porque esse é um tipo de assunto que os políticos gostam de colocar a tona para poderem influenciar a cabeça da maioria brasileira, uma vez sabendo da delicadeza do assunto junto a uma historia terrível e inaceitável como é o caso de matar uma criança – apesar de ser o feto. Os políticos emocionam a todos se posicionando e angariam votos da maioria com todo o seu poder emotivo e nem um pouco racional. A verdade é que o Brasil tem pouca educação e muita religiosidade, isso sim maltrata um país!
               É simples, porém incorreto pensar que os casos de aborto que acontecem no Brasil são feitos por pessoas irresponsáveis ou sem caráter algum. Não é bem assim, é muito perceptível que o nosso Brasil é um país rico só no poder de compra e pobre na educação e miserável na saúde. Há famílias que não tem acesso às informações oferecidas pelas mídias ou pelo governo; e não tem acesso, também, a hospitais com um médico de verdade, então fica difícil saberem sobre anticoncepcionais. Não podemos nos ludibriar com esses temas que só interessam aos políticos para poderem angariar votos, temos que saber ou opinar - antes que os políticos nos informem - o que é certo e o que é errado, precisamos ter opinião e sempre discutir tais temas.
         ABSURDO MAIOR é ver um tanto de jovens, cabeças ocas, postarem fotos de possíveis abortos com o feto já morto! Que idiotice que temos que ver! É obvio que um ser humano ético, jamais irá querer matar um bebe ou ver alguém o matando, as fotos não mostram mais que o feto morto, o contexto que é importante, a foto não capita. Não temos como explicar a história do Brasil com imagens de brancos matando índios, isso foi uma realidade, porém não explica toda historia e nem um pedaço dela. É preciso ver alem imagem e ter uma visão do ponto e não ter um ponto da visão.
      MAIS PATÉTICO AINDA é ver uma publicação que diz: “Já pararam para pensar que todo mundo que é a favor do aborto já nasceu?” É tamanha a demência desse autor que eu pensava que jamais algo estúpido assim seria compartilhado. Só pensei... Não só é compartilhado como é MUITO COMPARTILHADO e visto como uma obra prima da inteligência humana!!! Em primeiro lugar: a pessoa quando diz que é favor do aborto não estar dizendo que queria não ter nascido, até que se fosse por conta disso ele já teria se matado. E em segundo lugar: não tem como um embrião morto dizer alguma coisa, então é realmente preciso que o humano nasça, cresça um pouco, vá à escola ou estude de outra forma, adquira um conhecimento sobre e se posicione! Não concebo que um morto possa falar!
            É claro que no país Brasil as pessoas quando se envolvem com a emoção não gostam que alguém seja contra a ela, apesar de estarmos em um país democrático onde se pode deixar publica sua opinião e ideologia, certos humanos não gostam de discutir e acham que uma discussão é algo agressivo e perca de tempo, uma vez que seus pais sempre os avisam: “não se pode discutir religião, política ou futebol”. Com isso cresce exponencialmente a ignorância humana e onde sobra ignorância há uma escassez de razão e o desperdiço de emoção!
           Quando vocês – pessoas que compartilham tais fotos – forem pobres de educação básica e informação e passarem por algo parecido, obviamente terá uma ideia diferente sobre o aborto. É triste que isso venha acontecer, é triste saber que alguém é obrigada a passar por tal sofrimento e humilhação, porém, é mais triste ver jovens culpando pessoas inocentes em quanto que os culpados são todos os políticos que não oferecem uma educação descente para a população; não oferecem uma saúde íntegra para os enfermos, estes não levam a culpa e saem como bons mocinhos na historia patrocinados pela incompetência que o brasileiro tem de pensar e pela facilidade de deixar se levar na emoção do acontecido! É triste!

(Brendon Burjack)

(Qualquer erro encontrado o escriba terá o prazer de ser avisado por vós leitor)


terça-feira, 1 de maio de 2012

A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


Drauzio Varella
O fervor religioso é uma arma assustadora, disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso 
SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos. 
A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres. 
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos. 
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido. 
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar. 
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias. 
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu? 
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus? 
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida? 
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades. 
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás. 
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas. 
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade -quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres. 
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo. 
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta. 
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Educação x Criatividade

Educação x Criatividade

   Terminei a pouco tempo de ler um livro que na minha humilde opinião, não tem melhor para falar sobre educação e criatividade, sendo todos os dois importantes para o crescimento individual e coletivo de um país.
    Encontrei nele uma verdade – que há muito venho também tentando mostrar – sobre a didática educativa que há em todo mundo. Sobre a nossa criatividade que escolas junto a um sistema antigo e antiquado vem nos tirando e quase que obrigando a não ser mais criativo. O nome do livro é: Elemento Chave. Escrito por Ken Robinson com a colaboração de Lou Aronica
    Portanto, irei deixar aqui partes do livro (Confesso que será ótimo você comprá-lo, vulgo o livro) que de certa forma ira enriquecer vosso conhecimento na área de educação, que és tão importante quanto vossa criatividade: 

   "Encontrar o Elemento-Chave¹ em você mesmo é essencial para descobrir o que você pode realmente fazer e quem você realmente é. Claro que é algo muito pessoal, já que diz respeito a você e às pessoas que conhece e deseja ajudar. Mas existe um aspecto mais amplo. O Elemento tem poderosas implicações para a administração de escolas, negócios, comunidades e instituições. Os princípios básicos do elemento estão enraizados em uma concepção mais abrangente e orgânica do desenvolvimento e crescimento humano.
  Argumentei que não vemos o mundo de uma perspectiva direta. Nós o percebemos por meio de estruturas de idéias e crenças que atuam como filtros colocados sobre o que vemos e como vemos. Algumas dessas idéias entram em nossa consciência tão profundamente que nem mesmo as percebemos. Temos a impressão de que são simples princípios de senso prático. Todavia, elas frequentemente surgem em metáforas e imagens que empregamos para pensar sobre nós mesmos e sobre o mundo à nossa volta.
  Sir Isaac Newton, o grande físico, desenvolveu suas teorias no alvorecer da era mecânica. Para ele, o universo podia ser comparado a um enorme relógio com ciclos e ritmos perfeitamente regulares. Desde então, Einstein e muitos outros demonstraram que o Universo não tem nada de mecânico, que seus mistérios são muito mais complexos, dinâmicos e sutis do que qualquer relógio, por mais engenhoso que seja. A ciência moderna criou novas metáforas e, ao fazê-lo, alterou o nosso entendimento sobre o funcionamento do Universo.
  Hoje em dia, ainda usamos metáforas mecânicas e tecnológicas para descrever a nós mesmos e as nossas comunidades. Frequentemente ouço pessoas dizerem que a mente é um computador, falando de dados de entrada e dados de saída, sobre fazer o download dos seus sentimentos ou de terem sido “programados” para se comportarem desta ou daquela maneira. Se você trabalha numa empresa ou organização qualquer, deve saber o que é um organograma. Tipicamente, são esquemas compostos por retângulos onde são escritos o nome e o cargo de cada membro, com linhas fazendo a ligação entre eles ilustrando a hierarquia dos funcionários. Esses gráficos parecem desenhos de arquitetura ou diagramas de circuitos elétricos, e reforçam a ideia de que as organizações são mecanismos, com peças e funções que se conectam para que tudo funcione da maneira adequada.
  O poder das metáforas e analogias é que elas apontam para similaridades, e de fato elas existem no modo como os computadores e as nossas mentes funcionam. Ainda assim, sua mente não é um sistema sólido colocado numa caixa de metal sobre seus ombros. As organizações formadas por seres humanos não têm nada a ver com mecânica, e são constituídas por pessoas impelidas por sentimentos, motivações e relacionamentos. Os organogramas ilustram a hierarquia, mas não captam o que a organização sente ou como ela realmente funciona. O fato é que as organizações e comunidades humanas não são parecidas com mecanismo, são muito mais semelhantes a organismos vivos."


1à Elemento-Chave: O lugar onde o que você gosta de fazer se encontra com o que você faz bem. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sobre divisão do Pará

                
             Diante de vários comentários sobre a divisão do Pará, quero aqui colocar minha opinião, pois escutei muitas pessoas que são contra e a favor de tal proposta.
             Muitos estão a favor da divisão por estarem  a comparar  esta com a que aconteceu no Goiás onde o Norte deste veio a ser o Tocantins, o que ocorre é que há uma imensa diferença escalafobética ai!...  Primeiro,  Goiás foi dividido por que o Norte deste  era improdutivo, havia uma minoria de habitantes nessa região e a economia era de uma agricultura e pecuária de subsistência.  Segundo, não existe nenhuma região do PA improdutiva, NENHUMA! Logo o problema não é econômico e sim político. Em vez de dividir, está mais que passada a hora de se fazer, com seriedade e eficiência, uma revisão histórica do processo de desenvolvimento do Pará.
             Vejamos esses dados:  
               A primeira coisa a se perceber é que não existe improdução em nenhuma das regiões, segundo, só a região do que seria Carajás tem um PIB maior que os Estados de: Sergipe, Piauí, Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Todos esses estados ai citados são pequenos e em todos eles há o esquecimento do governo; estradas em estado precário e etc. Então de fato fica claro o problema político.
              Sendo o problema político e não econômico, a divisão não será a solução,  a solução é um pouco amarga para muitos, um pouco trabalhoso e precisa muito mais de dedicação, muito mais que ficar a postar fotos das estradas em estados absurdos – chega a parecer que o problema é só nas rodovias. É preciso que todo esse povo vá às ruas e comecem a brigar pelos seus direitos, comecem a conhecer mais as finanças de sua cidade, é preciso muito mais coragem do que simplesmente expor no seu carro que é a favor de uma divisão que será mais vantajosa para os políticos do que à população, é preciso libertar-se do “cabresto” midiático e passar a enxergar a realidade juntamente com a luta pela modificação  desta. Há muitas manifestações hoje do “sim”, mas perceba que são coordenadas pela classe alta dessas regiões. Ouvi até dizer que em certas regiões iriam fazer cavalgadas a favor do sim... Muito despérdicio de dinheiro... É isso o que mais ocorre nessas regiões e de repente essa classe quer dizer a todos que possui a razão. Não observo nada de preocupação social, isso é novo vindo deles.
                Porque os magnatas estão apoiando esse desmembramento? Já pararam para pensar que políticos que você nem ouvia o nome agora já estão bem conhecidos por todos só porque simplesmente apoiam a divisão do PA? Procure ver o que eles já fizeram pelo estado do Pará... Simplesmente, nada!
                Será que o governo não manda dinheiro para essas cidades? Será que nossos prefeitos estão todos a trabalhar dignamente e sabem realmente administrar essas cidades? Vejamos que o problema do PA não é problema só do PA é do Brasil! Em todo o Brasil, repito: EM TODO O BRASIL há gente passando fome, estradas esquecidas, nem se fala da saúde, esta, muito mais “suja”, pois que devido sua má qualidade e descaso, põe em risco a vida de pessoas  honestas diferentes dos políticos que as fazem passar por isto.
               O Pará é grande? É! Mas vocês já perceberam que em tempo político os candidatos a governador e deputado viajam as 144 cidades em 3 meses a fazer campanha? Nessas horas não se tem problema com distancia. E agora venham me dizer que o PA é inadministrável!? A primeira coisa que essa pessoa não conhece é de economia e administração. Ouço muito as pessoas dizerem: “em qual empresa é melhor a relação funcionário-patrão? Em uma com 100 funcionários ou com 500?” E logo respondem que é óbvio que é a de 100... Isso é um absurdo. Primeiro, isso depende da empresa e não da quantidade de funcionários. Tenho certeza que os funcionários da Vale – que são por volta de 50.000 – dificilmente sairiam de lá para trabalhar em outro lugar. Isso é questão de gestão, somente.   
             Quando se fala na divisão já apontam que com essa vai se melhorar ruas, educação, saúde e tudo mais. Será? Qual será a varinha de condão que causará essa mágica? Tenho a certeza que mudanças que beneficiam a sociedade só vem quando esta vai as ruas! É dificil ver pelo Brasil jovens se manisfestando pelo descaso que toda a sociedade anda passando dentro de uma país corrupto. Vimos algumas manifestações, mas ainda são muito genéricas, é como se até fosse uma diversão e não um comprometimento social... Mas no Pará pouco se ve jovens nas ruas manifestando, gritando pelos seus direitos... Muito menos a classe alta que tão fala agora nesse periodo pré-plebiscito.
                 Argumento contra a divisão:
Roberto Corrêa,  economista, cientista político e pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), defende que o argumento da dimensão territorial não se sustenta. “Não é verdade que quanto menor o estado, maior o PIB”, rebate. “O que leva um PIB a se desenvolver é a racionalidade da gestão pública, estimulando a iniciativa privada.” Na opinião de Corrêa, a tentativa de divisão do estado tem mais fundamento político do que econômico. “Vejo um terremoto federativo que não tem nada a ver com autonomia étnica ou cultural. É apenas de natureza casuística, política”, disse.  (http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/11/com-eventual-divisao-do-para-em-tres-maior-estado-teria-o-menor-pib.html)
                 É preciso uma sensibilidade muito grande para percebemos que essa divisão trará novos corruptos, novos problemas, novos descasos. Não podemos ser pessimistas, devemos e podemos mudar o Pará para melhor, só basta eu e você querer! Em vez de dividir, está mais que passada a hora de se fazer, com seriedade e eficiência, uma revisão histórica do processo de desenvolvimento do Pará.



 Escriba: Brendon Burjack Silva
 Revisão: Anna Karolinne Arraes

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jesus Realmente Existiu?


 Mario Sergio Cortella é filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, onde é professor do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação. Um grande intelectual brasileiro a explicar de forma clara e objetiva todas as curiosidades da vida de Jesus e Jesus Cristo.